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6.12.11

...mira








Viajar é das melhores coisas da vida. E nesta última viagem conheci tantos lugares que ainda estou processando... Mas um, em especial, me emocionou. O Castelo de Miramare.

Fica em Trieste, cidade italiana que beira o Adriático e faz fronteira com a Eslovênia. Para começar, Trieste é uma paz: os olhos descansam nas águas lindas do mar ou nas montanhas que circundam parte da cidade, as ruas limpas refletem também a beleza das construções que heradam de cuturas distintas, arquiteturas diferentes que convivem harmonicamente. E além disso, gastronomicamente, os frutos do mar arrasam no menu! Hum...

Mas foco no castelo (porque senão vou contar o banquete que foi esta viagem).

Rodeado por um jardim imenso, maravilhoso, foi construído no séc. XIX pelo arqueduque austríaco Ferdinand Maximillian para morar com sua esposa Marie Charlotte da Bélgica. A história dos dois é trágica (e claro, linda), pois Ferdinand morre em combate no México e sua amada enlouquece, falecendo em pouco tempo. Talvez essa história, mesclada com a beleza cênica do local - uma reserva natural - que fica beira-mar e no topo de um morro, numa ponta de terra visível de quase qualquer local da cidade, tenha sido o que me fascinou tanto.

Lá, onde o vento uiva, o por-do-sol é lindo, vê-se o mar correr, os barcos passarem, as folhas dançarem no ar. Me encantou, muito. Espero que gostem das fotos!

+ informações aqui: http://www.castello-miramare.it/

22.10.11

...de belém e da boa gente

Eliana, futura dona do box 16 (atualmente da Beth), fez meu peixe frito desta noite. Eu, ela e o "alemão", fã da Paula Fernandes (ganhei uma cerveja extra por gostar da cantora também), vimos a excelente performance dos brasileiros no box e natação nos jogos do Pan Americano.


Se minha mãe visse o lugar onde eu estava, ela talvez ficaria preocupada. Mas depois que a filha da dona Eliana me "assentou" no banquinho e guardou a minha mochila em cima do freezer de cerveja - não é recomendado deixar ao lado do banco, como eu fiz - eu me senti em casa. Mentira, me senti uma invasora por 2 minutos. Logo passou, quando começamos a xingar palavrões pela falta de gols do time de futebol do Brasil, essa seleção sub qualquer coisa da qual não estou entendendo nada.

Ao final dos jogos, quando deu um soninho e vontade de vir tomar um banho no hostel aconchegante, me despedi, paguei meus devidos R$12,50 e ainda fui acompanhada pela filha da dona Eliana até o ponto do taxi mais próximo. "E desculpe se alguém aqui fez qualquer coisa ruim com você. Leve lembranças boas do nosso Pará". E como não levar?

Obrigada Belém, por sua gente boa e seu peixe frito melhor do mundo.

10.9.10

...mi Buenos Aires querido









Primeira ida a Buenos Aires.
Amei as praças, as cores, os museus, os sorvetes, os tangos e as feirinhas.
Não amei a rispidez daqueles que atendiam no comércio, mas achei a doçura entre muitos moradores e pessoas que conheci nos quatro dias que fiquei ali.
Palermo, Recoleta, Teatro Colón, San Telmo e Boca - quero voltar mais vezes.
Ainda ficaram para traz muitas atrações, mas especialmente aqueles passeios a toa que sempre queremos fazer. Sem pressa. Sem tempo. Sem igual.

Um pouquinho dos meus registros - e depois faço um mini guia.
http://picasaweb.google.com/rpiancastelli/BuenosAires#

besos para ustedes y para Gardel, que me encanta siempre
*

22.3.10

...coisas que ficam

Com tantas mudanças no começo desse ano - aliás, até hoje - acabei deixando acumular um montante de coisas bacanas que experienciei e que queria dividir aqui no blog. Hoje deu aquela vontade louca: é hoje, tenho que escrever isso tudo logo! Então, com o perdão da verborragia, escrevo um relato riquíssimo.para mim. É dessas dessas coisas que você passa na vida e que ficam para sempre... Não precisa de bookmark, de email para lembrar, de alerta no celular... Fica ali, na cabeça e no coração, voltando sempre à tona para te alegrar. E depois tem mais!

#1 - Santo Antônio do Leite, doce e verde

No mês passado, fui à cidade de Santo Antônio do Leite, uma graça a apenas 80km de Belo Horizonte. Ali, na estrada de Ouro Preto, passamos dentro de uma cidade chamada Cachoeira do Campo – todo mundo corta a rua principal e não sabe. Ali, vira-se à direita, subindo uma rua que parece não levar a lugar nenhum, passando no meio de casa simples, quando desemboca numa pequena rodovia margeada de verde. Começa a surgir Santo Antônio.

A pequena população não deve chegar aos 4.000 habitantes, e se divide nos bairros do Centro (chamado de Leite), Catete, Gouveia, Chapada (que não é a de Lavras Novas), Passagem e Boa Vista. Fica muito marcado, não só geograficamente, como cada região dessas tem sua identidade – uma espécie de bairrismo. É como se não fosse uma só cidade, mas cinco. “Olha, isso não fica aqui. É lá no Leite” – algo assim.
Enfim, chegando à parte das dicas pelos lugares que passei e adorei, comecemos pelo mais aconchegante: a pousada. Fiquei no Pouso do Alferes, que tem apenas 2 anos de existência. Ao chegar na pousada, ainda fora dela, vi aquele casarão branco com janelas azuis e pensei – de que ano é isso? Que lindura! Que nada. Novinho e muito charmoso, lembrando as casas de fazendas antigas ou mesmo casarões de séculos imperiais de Ouro Preto.

Muito bem recebida (tive o prazer de reencontrar uma antiga professora, D.Vera, hoje dona da pousada junto ao marido gente boníssima, César), não só adorei a decoração do quarto com as peças de ferro – produzidas pelo casal, mas deliciei um café da manhã supremo, especialmente pelo pão de queijo bem feito, bolos sortidos e geléias descomunais: da fruta, saborosas, pra comer com o queijo fresco ou tudo mais à mesa.
Como o final de semana é curto para fazer tudo o que se quer, e minha predileção é comer e depois andar por aí, fui a um bom restaurante de massas em Ouro Preto: Piacere. Voltei para Santo Antonio para uma noite maravilhosa, sem um pingo de barulho a não ser de grilinhos, do vento e das estrelas. Obrigada mãe natureza!

Assim, feliz e descansada, fui conhecer a região central da cidade, onde tem uma feirinha de artesanato muito simpática. Fica atrás da Capricho Asturiano Pousada Rural, e tem coisas lindas de prata e pedras – grande riqueza da região. Os preços honestos e a receptividade, fazendo jus ao povo mineiro, são nota 10! Saindo dali, vale o passeio a pé pela cidade e suas igrejinhas. Os morros são uma vista que descansa os olhos. E, na rua/rodovia principal, por detrás de um muro de pedras, espie o imponente sítio do ex-ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guias. Eu quis entrar!

Como não podia deixar de ser, voltamos e passamos por Cachoeira do Campo para espiar a cidade. Seguimos para Glaura, minha escolhida para outro passeio. Fica do outro lado da rodovia, a 15 minutos de Santo Antônio, 26km de Ouro Preto. Sempre ouvi falar bem do local, um dos mais antigos da região, de passagem dos bandeirantes e um dos palcos da Guerra dos Emboabas. Na tradição festas como a de Santo Antônio marcam o calendário da cidade. Estava louca para conhecer a Igreja de Santo Antônio, mas infelizmente estava fechada.

Mas o que não faltou foram casas lindas e bem cuidadas para eu me encantar. Verdes, amarelas, brancas, enfim, multicoloridas com suas sacadas rebuscadas e janelas para ficar pendurada o dia todo (é nesses momentos que a gente entende um pedaço do porque o pessoal das antigas vivia pendurado ali ;-). Não resisti a uma placa de “Vende-se doce no canudo”, ou seja, canudinho de doce de leite passado no açúcar e canela... Uma delícia.

Assim que a chuvinha começou, voltamos para Belo Horizonte, mas não antes de passar numa deliciosa sorveteria chamada “Arte e Manha”. Sabores como fruta do conde, jabuticaba, limão com manjericão, rosas com hibisco, fizeram minha tarde mais feliz. Vale a pena comprar as geléias de fabricação local – mas chore no precinho, que fica sempre supervalorizado! Amo a de jabuticaba – que vai com doce ou salgado, na mesa do café e do lanche, durando até hoje lá em casa...

26.2.10

...comida, cultura e saudades

Ontem completei três anos de amores e recebi, como um dos presentes, um jantar no restaurante persa (pode chamar de iraniano também que não tem problema) Amigo do Rei. É o único do gênero no Brasil, uma relíquia nos morros do Santo Antônio, em BH. Pode-se ler inúmeras matérias sobre ele...


Mais que um jantar comemorativo - que estava excepcional (conto abaixo os pratos), foi uma noite muito especial. A começar pela música e atmosfera que me lembraram de um amigo iraniano, que se chama Alireza, e que ficou marcado na minha estadia pela Inglaterra, em 2004/2005. Uma pessoa que me é cara, que foi um poço de amizade e de novos aprendizados.

Ali era amigo para toda hora, doce, delicado, dançando hits iranianos (que hoje estão num cd aqui no meu quarto), comprando potes e potes de Häagen-Dazs para passarmos as noites vendo filmes e falando, com saudades, da família que estava longe. Ele achava que nós, brasileiras que ele conheceu lá, eram muito parecidas com as mulheres iranianas. Os cabelos pretos, o porte voluptuoso, a docuça e acolhida. Ele tinha irmãs e uma mãe querida, um pai severo, e uma lembrança terna dos laços familiares. A identificação era inevitável, ainda mais tratando-se de uma família mineira como a minha. Acho que virei mais uma irmã.


Além de Ali, me lembrei de Persépolis - o livro. Aliás, foi o Ali que me apresentou uma edição, cuja escritora é Marjani Satrapi (essa capa linda aí do lado é dela). Palavras e desenhos que remetem a coisas que nunca vi ou conheci, um universo novo, denso, cheio de doçura e conflitos no Irã. Adorei ler o livro, guardo num canto especial da prateleira para ser lido novamente.

E assim, imersa no universo iraniano, me deparei não só com tempeiros e cheiros deliciosos do restaurante Amigo do Rei. Deparei com arte persa, quadros, jóias, panos,  um mini guia que nos é oferecido por Cláudio Battaglia. Cláudio é o garçom, o marido, o paciente, o artista plástico e a educação que encanta os clientes. A chef, ou melhor, a cadbanou é Nasrin Haddad Battaglia, cozinheira nascida em Teerã, capital do Irã. Uma mulher de aparência forte e mãos mágicas, que dispara a contar tudo o que reúne relativo a memórias e impressões. E são realmente incríveis... vindas dos persas, de Paraty e outros lugares pelos quais passou e colheu coisas durante sua vida. São 20 anos de Brasil, e ela adora!


Para deixar com água na boca, conto o que comemos e bebemos: para abrir o apetite, os refrescantes preparados Dugh e Sekanjebin bo Hior - feitos com especiarias e água com gás. O primeiro é salgado, com iogurte. O segundo, meu preferido, com pepino doce. De entrada, uma carne com especiarias. E a refeição foram dois combinados maravilhosos: uma canoa de berinjela recheada com carne, alho e temperos, acompanhada de pão folha. O outro, o meu, bolinhas de pernil com legumes e um arroz de açafrão divino.
Poderia falar horas e horas dos detalhes, experiências, nomes novos e lendas que aprendi e apreendi. Mas seria injusto, pois acho que quem gostou desse mini relato deve ir ao Amigos do Rei, ou ao menos entarr no seu site e viver um pouco do que vivi ontem. Foi inesquecível.


Obrigada ao Pedro, pela oportunidade e amor. Obrigada ao universo, pelas possibilidades infinitas e gratificantes de conhecer outras coisas além do meu umbigo...


E como curiosidade:

"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou AMIGO DO REI
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada"



18.2.10

mas é carnaval...

Depois de anos passando o carnaval no Rio - o que é sensacional, mas depois de vezes e mais vezes seguidas dá uma canseira - fui para São Roque de Minas.

Sim, roça. Mas roça bacana, na Serra da Canastra, com direito a nascente do São Francisco, mais de 30 quedas (claro que fui em 2 das 30, Casca D´Anta e Cachoeira do Chinelo), música na praça, cerveja, vodka, mais vodka e muita, muita comida caseira. Queijo que não acaba mais, já que o local é famoso pelas suas variedades do Canastra.

Assim, queimada pelo sol calorento que parece não dar trégua no Brasil inteiro, voltei ontem feliz e satisfeita. Poucos gastos, muita beleza natural, família, namorado - só alegria nesses dias todos. Salve Brasil que tem tanta coisa boa, de tudo quanto é tipo, pra gente se esbaldar!

Fotos? Aquió: Álbuns da web do Picasa - Rúbia Piancastelli

5.10.09

...2010 eu vou!

Gente, esse atraso em postar é dureza. Mas é explicável (ao menos tenho que desenvolver minha boa retórica)! Final de ano, final de pós graduação, artigo saindo do forno, projetos para um Mestrado no ano que vem... isso tudo + vida social, claro!

Assim, aproveitando o embalo da semana Rio 2016, olha onde eu pretendo estudar ano que vem:



Yes we can!
Rio 2010-2016 (até lá dá até para arrumar uns molequinhos para levar no jogo ;-)

27.8.08

back to Minas...


Bom, férias curtidas e mal tive tempo para mostrar as belezuras da terra pernambucana.
Fica uma dose aqui e mais no meu álbum, para os curiosos e inteligente, que hão de querer ver praias, cidades históricas, ventos, mares e tudo que o mundo tem de melhor.
Falou Brasil!
.
praia sol arrecife peixe
cavalo marinho galinha gente
chico science virgulino lenine
coco maracatu manguebit
recife porto caruaru
ferias brasil
.

19.6.08

férias...

Claramente estou de férias, uma vez que tenho atualizado esse espaço de forma mais constante, com temas leves, músicas, piadas e romances.
Ok, merecidas as férias que, na próxima semana, será sediada em Pernambuca. Sim, minha vida está realmente ruim nesse período. Por isso, prometo trazer coisas interessantes em breve, como fotos de mar, camarão, cerveja à beira-mar.
Espero que os posts não sejam austeros a tão previlegiada condição humana futuramente apresentada, rs...
Beijos mil e viva as férias de um mês!

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