O ano ainda não acabou para eu poder fazer listas e balanços, como sempre gosto. Mas esse primeiro semestre merece um apanhado por ter me proporcionado conhecer, ainda que por telefone, gente bacana com pensamentos mais que bacanas sobre o tudo o que se pode imaginar.
Adorei conversar (porque foi mais que entrevistar) com a Márcia Tiburi sobre o que é Felicidade, tema de um ciclo de debates que ela organizou. E o Adauto Novaes, assumidade na filosofia, que me fez abrir ainda mais os olhos para a beleza que é a Preguiça, depois de falarmos sobre o seminário Mutações, que ele realiza há 5 anos e que acompanho desde 2009. Gente boa e programas bons de se fazer.
Agora, tem gente do meu dia a dia que é um prazer de ver e falar, como a Dona Alda, zeladora do meu prédio, onde moro a um ano e meio, que cuida da gente, das plantas, está sempre sorrindo e dá vontade de apertar de tão fofa. Tem o Marcos e o Sílvio, taxistas gente boa de SP, que não enganam ninguém, trocam mensagens comigo para buscar e levar no aeroporto, ouvem meus causos mineiros e me contam histórias do arco da velha sobre tudo quanto é gente que anda no taxi deles. Ah! Até chumbinho eu já ganhei do Marcos!
E é por essas coisas que eu acho a vida mesmo boa... Boa para se olhar e escutar as pessoas ao redor...
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5.7.11
27.6.11
25.5.11
19.5.11
...inspira expira
Como hoje o momento é de leveza, escolhi um monte de dente de leão (dandelions) para enfeitar o blog (os blogs, rs) e as redes sociais. Para comemorar, postei aí acima uns desenhos e fotografias que podem ser usados como fundo de tela, compartilhar, ou só olhar mesmo. Fazer o que quiser.
É bonito né? Ai ai...
*
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22.3.11
Brasil - Portugal
Tem chita, tem azulejo, tem casa, tem costumes, tem Adriana Varejão, Tenreiro...
E no dia do lançamento, tem pastel de belém! Pois sim!
Te convido para o lançamento do livro, para comprar essa beleza e tomar um espumante ;-)
E no dia do lançamento, tem pastel de belém! Pois sim!
Te convido para o lançamento do livro, para comprar essa beleza e tomar um espumante ;-)
26.2.10
...comida, cultura e saudades
Ontem completei três anos de amores e recebi, como um dos presentes, um jantar no restaurante persa (pode chamar de iraniano também que não tem problema) Amigo do Rei. É o único do gênero no Brasil, uma relíquia nos morros do Santo Antônio, em BH. Pode-se ler inúmeras matérias sobre ele...
Mais que um jantar comemorativo - que estava excepcional (conto abaixo os pratos), foi uma noite muito especial. A começar pela música e atmosfera que me lembraram de um amigo iraniano, que se chama Alireza, e que ficou marcado na minha estadia pela Inglaterra, em 2004/2005. Uma pessoa que me é cara, que foi um poço de amizade e de novos aprendizados.
Ali era amigo para toda hora, doce, delicado, dançando hits iranianos (que hoje estão num cd aqui no meu quarto), comprando potes e potes de Häagen-Dazs para passarmos as noites vendo filmes e falando, com saudades, da família que estava longe. Ele achava que nós, brasileiras que ele conheceu lá, eram muito parecidas com as mulheres iranianas. Os cabelos pretos, o porte voluptuoso, a docuça e acolhida. Ele tinha irmãs e uma mãe querida, um pai severo, e uma lembrança terna dos laços familiares. A identificação era inevitável, ainda mais tratando-se de uma família mineira como a minha. Acho que virei mais uma irmã.
Além de Ali, me lembrei de Persépolis - o livro. Aliás, foi o Ali que me apresentou uma edição, cuja escritora é Marjani Satrapi (essa capa linda aí do lado é dela). Palavras e desenhos que remetem a coisas que nunca vi ou conheci, um universo novo, denso, cheio de doçura e conflitos no Irã. Adorei ler o livro, guardo num canto especial da prateleira para ser lido novamente.
E assim, imersa no universo iraniano, me deparei não só com tempeiros e cheiros deliciosos do restaurante Amigo do Rei. Deparei com arte persa, quadros, jóias, panos, um mini guia que nos é oferecido por Cláudio Battaglia. Cláudio é o garçom, o marido, o paciente, o artista plástico e a educação que encanta os clientes. A chef, ou melhor, a cadbanou é Nasrin Haddad Battaglia, cozinheira nascida em Teerã, capital do Irã. Uma mulher de aparência forte e mãos mágicas, que dispara a contar tudo o que reúne relativo a memórias e impressões. E são realmente incríveis... vindas dos persas, de Paraty e outros lugares pelos quais passou e colheu coisas durante sua vida. São 20 anos de Brasil, e ela adora!
Para deixar com água na boca, conto o que comemos e bebemos: para abrir o apetite, os refrescantes preparados Dugh e Sekanjebin bo Hior - feitos com especiarias e água com gás. O primeiro é salgado, com iogurte. O segundo, meu preferido, com pepino doce. De entrada, uma carne com especiarias. E a refeição foram dois combinados maravilhosos: uma canoa de berinjela recheada com carne, alho e temperos, acompanhada de pão folha. O outro, o meu, bolinhas de pernil com legumes e um arroz de açafrão divino.
Poderia falar horas e horas dos detalhes, experiências, nomes novos e lendas que aprendi e apreendi. Mas seria injusto, pois acho que quem gostou desse mini relato deve ir ao Amigos do Rei, ou ao menos entarr no seu site e viver um pouco do que vivi ontem. Foi inesquecível.
Obrigada ao Pedro, pela oportunidade e amor. Obrigada ao universo, pelas possibilidades infinitas e gratificantes de conhecer outras coisas além do meu umbigo...
E como curiosidade:
Mais que um jantar comemorativo - que estava excepcional (conto abaixo os pratos), foi uma noite muito especial. A começar pela música e atmosfera que me lembraram de um amigo iraniano, que se chama Alireza, e que ficou marcado na minha estadia pela Inglaterra, em 2004/2005. Uma pessoa que me é cara, que foi um poço de amizade e de novos aprendizados.
Ali era amigo para toda hora, doce, delicado, dançando hits iranianos (que hoje estão num cd aqui no meu quarto), comprando potes e potes de Häagen-Dazs para passarmos as noites vendo filmes e falando, com saudades, da família que estava longe. Ele achava que nós, brasileiras que ele conheceu lá, eram muito parecidas com as mulheres iranianas. Os cabelos pretos, o porte voluptuoso, a docuça e acolhida. Ele tinha irmãs e uma mãe querida, um pai severo, e uma lembrança terna dos laços familiares. A identificação era inevitável, ainda mais tratando-se de uma família mineira como a minha. Acho que virei mais uma irmã.Além de Ali, me lembrei de Persépolis - o livro. Aliás, foi o Ali que me apresentou uma edição, cuja escritora é Marjani Satrapi (essa capa linda aí do lado é dela). Palavras e desenhos que remetem a coisas que nunca vi ou conheci, um universo novo, denso, cheio de doçura e conflitos no Irã. Adorei ler o livro, guardo num canto especial da prateleira para ser lido novamente.
E assim, imersa no universo iraniano, me deparei não só com tempeiros e cheiros deliciosos do restaurante Amigo do Rei. Deparei com arte persa, quadros, jóias, panos, um mini guia que nos é oferecido por Cláudio Battaglia. Cláudio é o garçom, o marido, o paciente, o artista plástico e a educação que encanta os clientes. A chef, ou melhor, a cadbanou é Nasrin Haddad Battaglia, cozinheira nascida em Teerã, capital do Irã. Uma mulher de aparência forte e mãos mágicas, que dispara a contar tudo o que reúne relativo a memórias e impressões. E são realmente incríveis... vindas dos persas, de Paraty e outros lugares pelos quais passou e colheu coisas durante sua vida. São 20 anos de Brasil, e ela adora!
Para deixar com água na boca, conto o que comemos e bebemos: para abrir o apetite, os refrescantes preparados Dugh e Sekanjebin bo Hior - feitos com especiarias e água com gás. O primeiro é salgado, com iogurte. O segundo, meu preferido, com pepino doce. De entrada, uma carne com especiarias. E a refeição foram dois combinados maravilhosos: uma canoa de berinjela recheada com carne, alho e temperos, acompanhada de pão folha. O outro, o meu, bolinhas de pernil com legumes e um arroz de açafrão divino.
Poderia falar horas e horas dos detalhes, experiências, nomes novos e lendas que aprendi e apreendi. Mas seria injusto, pois acho que quem gostou desse mini relato deve ir ao Amigos do Rei, ou ao menos entarr no seu site e viver um pouco do que vivi ontem. Foi inesquecível.
Obrigada ao Pedro, pela oportunidade e amor. Obrigada ao universo, pelas possibilidades infinitas e gratificantes de conhecer outras coisas além do meu umbigo...
E como curiosidade:
"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou AMIGO DO REI
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada"
Lá sou AMIGO DO REI
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada"
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